NADO SINCRONIZADO 2017

 

André Niemeyer, natural do Rio de Janeiro, desenvolve nesta exposição uma série uma série de
portraits, em óleo sobre papel e canvas, de personagens os quais podemos identificar como “divas”,
heroínas, artistas, transgressoras, famosas, desconhecidas, reconhecíveis ou não, nos remetendo a
figura da “musa”, presente em tempos diferentes, deslocadas entre passado , presente e futuro.
Nas pinturas o olhar das mulheres varia entre encarar o observador, ou fugir de seu foco, um jogo
subjetivo que também acontece entre o sorriso e a tensão iminente, entre o frontalidade e
lateralidade dos rostos. Com isso acolhemos o apurado trabalho do artista, em constante
treinamento, jogando com o rigor técnico em harmonia com a disciplina da facção.
Assim nos aproximamos de idéias como um ”panteão” dedicado a estas mulheres, uma galeria de
personagens, que podem criar uma sensação de estarmos diante de um processo de condução de
um diretor, que agrupa seu elenco, para uma montagem teatral ou para uma produção
cinematográfica, refletindo uma “situação” roteirizada pelo artista/diretor, que pode então expor o
observador para a manifestação feminina no homem (ânima).
Quase como uma consequência destas personagens, surge o perfil idealizado destas figuras
femininas, o refinamento do estilo, do chic e de outros perfis, com sutilezas e subversões, entre a
glória e o apagamento. Ao percorrer o olhar sobre os retratos, estes forçam uma pesquisa pessoal
sobre cada rosto, sobre cada história o que alimenta o confronto entre o real do observador e o
imaginário que envolve a figuração do feminino.